Parte II
O caso envolvendo uma tradicional família do Rio Grande do Norte ganha novos e relevantes elementos. Após a publicação da primeira matéria do blog, surgiram novas provas e documentos que, segundo acionistas minoritários, reforçam a tese de que herdeiros vêm sendo sistematicamente lesados há anos, por meio de manobras societárias e financeiras.
De acordo com os denunciantes, veio à tona a existência de empresas registradas no exterior, supostamente utilizadas para desviar recursos e diluir patrimônios, muitas delas localizadas em paraísos fiscais, prática já amplamente conhecida e monitorada por autoridades internacionais.
A primeira empresa identificada foi a Levuka, registrada em um escritório no Principado de Liechtenstein, endereço conhecido por sediar estruturas voltadas a esse tipo de operação. Posteriormente, foi identificada a Joguskam, curiosamente instalada no mesmo endereço, cujo nome, segundo os acionistas minoritários, seria formado pelas iniciais do principal diretor da empresa e de dois de seus filhos mais novos. Documentos obtidos pelos herdeiros apontam conexões diretas entre essas estruturas.
Segundo os acionistas, apesar da tentativa de sofisticação, os rastros deixados pelas operações seriam extensos e facilmente verificáveis, revelando uma cadeia de atos que, em tese, configurariam má gestão e possível dilapidação patrimonial.
Novo elemento revelado
Após a constituição da Joguskam, os mesmos grupos teriam criado a empresa Garland, registrada em outro paraíso fiscal, nas Ilhas de Man. Conforme a documentação analisada, essa empresa integraria uma intrincada teia societária que, na prática, estaria ligada a uma fazenda produtora de melão no Brasil, levantando suspeitas sobre ocultação de ativos e simulação de operações internacionais.
Mais recentemente, os herdeiros relatam o surgimento de uma nova estratégia: a atuação de uma advogada ligada a um antigo parceiro da diretoria questionada. A proposta seria promover uma dissolução societária, como se eventuais irregularidades administrativas do passado pudessem ser apagadas dos registros legais. Além disso, haveria a tentativa de reconhecer supostos débitos em favor da Levuka e de outro alegado credor — que, segundo os denunciantes, na realidade seria devedor da própria sociedade.
Para os herdeiros, trata-se de mais uma tentativa coordenada de subtrair recursos, agravando ainda mais os prejuízos acumulados ao longo dos anos.
Parte III
Na próxima etapa da investigação, o blog irá revelar as empresas criadas no Brasil durante o auge financeiro da sociedade, incluindo negócios.
