Cordel do poeta potiguar Bob Motta é inserido em livro didático do sistema "Aprende Brasil" do Grupo Positivo

O renomado sistema de ensino "Aprende Brasil", do grupo Positivo publicou o poema "O Cordel em Cordel - A História da literatura de cordel em verso", do poeta potiguar Bob Motta. 

Em tempo: Bob virou estrela e foi para o céu. Lá, certeza absoluta que ele tá tocando terror. Bob tinha os melhores amigos que um homem poderia ter. De bêbado a catador de lixo; de rapariga a veado velho. Respeitava todo mundo e passou a vida contando causos dessas experiências.



Em tempo 2: alguns diziam que Bob não aproveitou a vida. Era filho de homem milionário e vivia nos becos da Ribeira, Centro da Cidade, botecos das Quintas, KM 06 e em todo canto que tivesse a tal "simplicidade". 

Em tempo 3: quem convivei, viveu; quem não teve a honra de conviver com ele, perdeu! Bob é um gênio que preferiu a simplicidade, mas recebeu amor como nenhum outro ser. Eu amei, amo e amarei a figura simples e humana de Bob, o melhor pai, amigo, tio, primo, sobrinho e irmão que alguém poderia ter tido. Eu tive e me orgulho. Um dia ele me adotou e me amou para sempre. 

Em tempo 4: só tenho inveja de três pessoas nesse mundo: Claudinha, Bico e Xande, os filhos legítimos de Bob, mas como eu, ele tem uns 10. Era tanto amor que chegava a derramar, se espalhava ao redor de onde ele estava.




O cordel em cordel

Bob Motta

[...]
O meu nome é Bob Motta,
E eu tenho a satisfação.
De fazer uma explanação,
Do que eu tenho na memória,
Dizendo em meus simples versos,
Os quais eu metrifiquei,
O que na mente guardei,
Do cordel e sua história.

Na Espanha e em Portugal,
No século dezesseis,
O cordel, digo a vocês, não era algo de novo
Pois o mesmo enfatizava,
Estórias e expedições,
Falava das tradições,
Ligadas ao povo.

As narrativas e estórias,
Na memória armazenadas,
De pai prá filho, passadas,
Do que ficara prá trás.
Romances, guerras, viagens,
Faziam parte das listas,

Ode a mitos regionais.
Bem antes do surgimento,
Da imprensa, do jornal,
O Cordel era em geral,
A fonte de informação.
Os fatos mui relevantes,
Ou passagens corriqueiras,
Tinham de qualquer maneira,
No Cordel, divulgação.

Para chegar ao povão,
Na Espanha e em Portugal,
Dava um trabalho infernal,
Porém, ficava bonito.
O cordel, antes da imprensa,
Era ao povo, apresentado.
Num trabalho elaborado,
Em caderno manuscrito.

Depois, pequenos folhetos,
de estórias mirabolantes,
eram presos em barbantes,
por cada um menestrel.
Ficavam assim expostos,
Manhãs e tardes inteiras,
Pelas barracas das feiras,

Daí o nome, Cordel.

Comentários

Quanta emoção,que saudade pai!

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