Esporte coletivo. Quadras, ginásios e campos de futebol. Quando poderemos voltar às atividades?

No Rio de Janeiro a bola já está rolando. Dia 17 desse mês, esportes coletivos nas areias das praias, lagoas e quadras foram autorizados.

Como parte da Fase 4 do plano de reabertura da cidade, em meio à pandemia de coronavírus, a permissão de atividades físicas em conjunto em praias e lagoas, como vôlei e futevôlei, além de quadras, como as do Aterro do Flamengo, é uma das principais mudanças da flexibilização a partir de agora, mas somente de segunda a sexta-feira.

Final do campeonato Master, em Soledade II, de 2019. 

Em Natal, nenhuma luz no fim do túnel, por enquanto. 

Os campeonatos amadores dos bairros, organizados pela ACDNAT - Associação dos Centros Desportivos do RN, estão parados desde o final do ano passado.

Quando iam começar os campeonatos, veio a pandemia e parou tudo.

Cada centro desportivo de Natal realiza competições de março à dezembro. Em cada um deles, pelo menos 400 atletas amadores, nas categorias "Novos" e Master disputam esses certames.

"Está insuportável. Todos os dirigentes de equipes ligam quase que diariamente querendo saber se já há uma data para o retorno das atividades aqui do centro", falou Luizinho, de Soledade II, na zona norte de Natal e presidente da ACDNAT.

Assim como em Soledade, há pelo menos mais 15 centros que realizam essas competições. Rocas, Santos Reis, Mãe Luiza, Dix-Sept Rosado, Nazaré, KM 06, Felipe Camarão, Satélite, Nova Descoberta, Nova Natal, Pajuçara, Gramoré, Niteroi, Redinha e Parque dos Coqueiros.

Fazendo contas, se cada centro realizar competições de "novos" e Master, com 8 equipes em cada uma, com 25 atletas por equipe, somaremos um total de 400 atletas por centro, nas duas categorias. 

Nos 15 centros acima, somam 6 mil atletas amadores que disputam os campeonatos todo ano. 

Sentiram o impacto? E não vou citar as peladas tradicionais dos moradores de cada bairro desse que jogam diariamente, a semana inteira nesses campos. 

Nem vou citar as escolinhas que cada centro esportivo de Natal organiza. São pelo menos 200 garotos e garotas que participam desses projetos sociais em cada um deles. 

Nas Rocas, o estádio Senador João Câmara é exemplo de administração e de parceria com a comunidade.

Alô governo e prefeitura. Tá na hora de definir quando voltarão as atividades esportivas coletivas dos campos, quadras e ginásios de esportes da nossa capital. 

Saúde em primeiro lugar, mas, organizadamente e com critérios, já podemos planejar o retorno das atividades nesses equipamentos esportivos em Natal e todo o estado.

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