A leitura combinada dos cenários de 1º e 2º voto ao Senado na pesquisa do Instituto Qualittá revela um quadro eleitoral típico de disputas com duas vagas: um nome próximo da consolidação e uma segunda vaga completamente indefinida.
Styvenson perto da primeira vaga
No 1º voto, Styvenson Valentim aparece como o nome mais consistente do levantamento, com liderança isolada. No 2º voto, embora apareça com apenas 8%, sua presença não é desprezível e segue o padrão observado em outras pesquisas: quem o escolhe como primeira opção raramente o repete, mas ele nunca zera.
A batalha real é pela segunda vaga
Fátima Bezerra, Zenaide Maia e Álvaro Dias formam o núcleo duro da disputa. No 1º voto, estão separados por poucos pontos; no 2º voto, aparecem praticamente empatados, o que indica que:
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alianças políticas
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composição de chapas
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desempenho na campanha - serão decisivos.
O avanço do bloco intermediário
A redução do “Não sabe / Não respondeu” no exercício analítico fortalece nomes como Coronel Hélio, que cresce especialmente no 2º voto, mostrando potencial de nicho e capacidade de absorver votos de eleitores que já escolheram o primeiro senador.
Indecisão segue como fator-chave
O índice de indecisos permanece elevado:
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cerca de 50% no 1º voto
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cerca de 40% no 2º voto
Isso reforça que o eleitorado ainda não entrou plenamente no clima da eleição e que o cenário pode mudar de forma significativa.
Metodologia
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Instituto: Qualittá
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Entrevistas: 675
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Municípios: Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Ceará-Mirim e Extremoz
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Margem de erro: ±3,8 p.p.
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Nível de confiança: 95%
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Pergunta: Estimulada
CONCLUSÃO
O Senado no Rio Grande do Norte caminha para uma eleição em dois tempos:
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Styvenson larga na frente;
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a segunda vaga será decidida voto a voto, possivelmente apenas na reta final.
Quem conseguir transformar boa presença no 2º voto em transferência para o 1º será o grande vencedor dessa disputa.
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