Campanha da AL RN

Wober e Carlos Eduardo: traições, projetos e uma suplência



Wober é um político e um cidadão pra lá de diferenciado.

É, na política do RN, o homem que menos guarda mágoas. 

Vou citar alguns perdões que o ex-deputado deu e os pecados cometidos pelos perdoados:

2012, Wober perdeu a eleição de vereador, apoiou Carlos Eduardo no primeiro e segundo turnos. Carlos ganhou, combinou com Wober que ele comandaria uma das três maiores secretarias da prefeitura. Entregou a SEL, segunda menor. Prometeu que ele indicaria todos os 30 e tantos cargos. Wober só conseguiu, no máximo, oito indicações (contando comigo). 

2014. na eleição da sua filha Laura Helena, Wober pediu ajuda a Carlos Eduardo. Pediu para que ele indicasse umas lideranças no interior para apoiar sua filha. Carlos arranjou zero apoios. 'Defecou e caminhou' para a dificuldade do amigo, dizia que estava difícil até para ajudar o pai, Agnelo Alves. Laura Helena perdeu para Souza de Areia Branca por pouco mais de 2 mil votos.

2016, o partido de Wober (PPS), hoje Cidadania, fez coligação com o PSB de Franklin Capistrano por causa das chances de eleger um vereador do partido. Carlos não fez questão, deixou Wober a vontade para escolher. Encerrada a eleição, Eduardo Machado, secretário indicado por Wober, foi o candidato mais votado do partido, mas ficou em segundo na chapa com o PSB, a coligação só elegeu um. Eduardo era secretário de esportes de Carlos Eduardo, muito elogiado pela sociedade natalense pelo trabalho desempenhado naquela pasta. Carlos não devolveu Eduardo a pasta (como prometido). Deixou ele fora da gestão, mantendo o adjunto, Dadau, no comando da secretaria. Para completar a maldade, exonerou, SEM DAR SEQUER UM TELEFONEMA para o amigo de infância, todos os cargos indicados por Wober na secretaria de esportes (exceção da sua filha mais velha) - mais maldade ainda.

2018, eleição para o governo, Wober apoia Robinson Faria e não apoia o amigo-traíra, Carlos Eduardo. No segundo turno, resolve apoiar Fátima Bezerra (olhando as pesquisas). Contra essa decisão, entre os membros da executiva do partido, somente esse blogueiro e o falecido Alexandre Gusmão, o saudoso Chambinho. Wober bate o martelo e vai para o colo de Fátima, com a promessa de alguns cargos, mesmo sem ele pedir (justiça seja feita). Fátima ganha, Wober cobra os espaços, Fátima "embroma" e nunca nomeou nenhum nome do antigo PPS. 

2020, Wober apoia o candidato Carlos Alberto do PV para prefeito de Natal, indicando o vice da chapa. Juntos, conseguem a proeza de conquistarem 1,38% dos votos, contabilizando 4.743 votos, menos que 07 vereadores que foram eleitos naquela eleição. 9º colocados, entre 13 candidatos a prefeito.

2022, Wober começa a articular a junção de Carlos Eduardo com Fátima Bezerra, os dois que lhe fizeram muito mal a pouco tempo atrás. A dor ainda está no peito (acredito eu). WJ declarou que: "o mundo pode acabar, mas eu e Carlos somos um só corpo", (interpretação do blog a afirmação que Wober deu, a um blog famoso, que estaria com Carlos onde ele fosse).

Sobre o perdão a Fátima, quero nem comentar. Não entra na minha cabeça.

Em tempo: ou Wober é o verdadeiro "Papa" da política potiguar, um homem santo que não guarda mágoa nem de quem tentou "eliminá-lo" da cena política, ou está aprontando a mais maquiavélica VINGANÇA da história. Estaria ele juntando os dois para "matá-los" com um "bufete" só? A canhota dele é famosa. Derruba sete enfileirados.

Em tempo 2: já antecipo o pedido de perdão. Queria que Wober também me perdoasse por essas 'mal traçadas' linhas, com esse texto bobo, indigesto e sem nexo. 

Em tempo 3: votei em Wober de 2002 até 2012, militei e trabalhei no partido que ele comanda de 2012 até 2020. Sou grato por todas as oportunidades que recebi. Coordenei as campanhas para deputada estadual de sua filha, a simpática Laura, a campanha de Eduardo Machado em 2016 para vereador, onde obtivemos 3.006 votos, ficando à frente de nove vereadores eleitos mas, a coligação não nos permitiu a vitória. 

Em tempo 4: a análise do PT sobre essa junção, é que Carlos Eduardo seria o único nome, que sendo candidato ao governo pela oposição, levaria a eleição para o segundo turno. Trazendo ele para perto, tudo se resolveria sem mais resistências.

Em tempo 5: a análise da oposição sobre essa junção é que, a união dos dois, que se digladiaram em 2018, seria a única chance que eles teriam. Batizar de ACORDÃO a composição Carlos/Fátima será o grande fato das eleições majoritárias de 22. A chance que não existia, chegou. Obrigado, Wobão!

Em tempo 6: fui muito bem recebido em sua casa, por sua família e grupo político/amigos. Levarei para a eternidade todo o respeito que me dedicaram. A recíproca foi e sempre será mais que verdadeira. Tenho certeza que honrei toda a confiança que me foi dada. Jamais decepcionarei!

Em tempo 7: sempre ouvi a máxima: "em política não devemos guardar mágoas". Pois, se for assim, tô fora! Perdoar quem tentou me "matar"? Vai pra porra. Comigo não! 

Em tempo 8: nesses dias surgiu a notícia que Wober deseja ser o suplente de senador de Carlos Eduardo e o futuro senador topou. Mais uma promessa que não será cumprida? Aguardemos. Muita água pra rolar debaixo dessa ponte. 

Em tempo 9: o segundo suplente está entre um dos dois Caccioto's. Ou Alexandre Chaves ou o Caio Caccioto. 

Em tempo 10: só temos uma certeza nessa relação renovada: Wober perdoará Carlos Eduardo e Fátima quando eles não cumprirem mais essa promessa.

Em tempo 11: Wober, como um bom cristão, ex-coroinha na capela do Marista, deve ter lido esse versículo: 
Mateus 18:21-22 - "Então Pedro (Wober), aproximando-se dele (Jesus), Lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão (Carlos Eduardo) contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete.


Cyrillo

Blogueiro político em busca de divulgar as verdades escondidas nos atos dos atores políticos.

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