Gostou de sair na foto com os artistas, mas não pagou 07 atrações até hoje. Oito meses de atraso e nem satisfação dá.
O que era para ser celebração virou símbolo de descaso, desorganização e possível irregularidade administrativa.
A Festa de Santo Antônio, realizada pela Prefeitura de Canguaretama entre maio e junho de 2025, deixou um rastro de cachês atrasados, artistas indignados e contratos descumpridos.
Bandas tocaram, o público compareceu, a prefeitura fez propaganda, mas os artistas não receberam.
Mesmo após cumprirem integralmente os contratos, músicos, cantores e produtores seguem esperando por algo básico: o pagamento pelo trabalho já realizado. Enquanto isso, a gestão municipal continua promovendo eventos, contratando novas atrações e fingindo que as dívidas não existem.
Quem subiu ao palco e até hoje não viu a cor do dinheiro:
- Michele Andrade (11/06)
- Waldonys (12/06)
- Bonde do Brasil (12/06)
- Andriely Costa (13/06)
- Alanzim Coreano (13/06)
- Rafinha (14/06)
- Joyce Tainá (14/06)
Esses profissionais arcaram com músicos, técnicos, transporte, hospedagem, logística e estrutura. Trabalharam, entregaram o show, honraram o contrato.
Em troca, receberam silêncio, atraso e insegurança financeira.
Contratar sabendo que não vai pagar não é política cultural. É irresponsabilidade.
Autorizar novas despesas com festas enquanto contratos anteriores seguem em aberto afronta princípios básicos da administração pública, como:
- Legalidade
- Moralidade
- Eficiência
- Responsabilidade fiscal
Mais grave ainda: pode configurar gestão temerária dos recursos públicos e levantar indícios de possível improbidade administrativa, sobretudo se houver comprovação de que a prefeitura tinha ciência das dívidas e, mesmo assim, seguiu contratando.
O Ministério Público precisa agir. Agora.
A sociedade cobra:
- Investigação dos contratos da Festa de Santo Antônio;
- Esclarecimento dos motivos dos atrasos;
- Apuração de eventuais violações aos princípios da administração pública;
- Medidas urgentes para garantir que os artistas recebam o que é deles por direito.
Festa sem pagamento não é cultura. É desorganização administrativa.
Artista não trabalha por favor.
Trabalho feito exige pagamento integral e imediato.
Cultura gera emprego, renda e dignidade.
Desrespeitar artistas é desrespeitar trabalhadores.
A população de Canguaretama exige respostas.
Os artistas exigem respeito.
E o Ministério Público é chamado à responsabilidade.


